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CPR-Verde como meio de adequação rural e ambiental

  • Foto do escritor: Godoi Colle Advocacia e Consultoria
    Godoi Colle Advocacia e Consultoria
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Nos últimos anos, o produtor rural tem enfrentado uma pressão crescente: vender bem ficou mais difícil para quem não consegue comprovar origem, boas práticas e regularidade ambiental. As novas regras internacionais, como a EUDR na Europa, e as exigências de transparência da CVM e das bolsas de valores, estão mudando a forma como o mercado compra soja, milho, carne e outros produtos, gerando insegurança para o pequeno e médio produtor. A boa notícia é que existem caminhos simples para se adequar — e muitos deles podem ser financiados por instrumentos como a CPR física e a CPR-Verde.


A CPR-Verde ajuda a resolver o principal obstáculo: falta de capital para fazer as mudanças necessárias, enquanto a CPR física pode ser utilizada para aquisição de insumos e contratação de assistência técnica necessários para a produção sustentável. Com esses instrumentos, o produtor recebe recursos antecipados para implementar melhorias ambientais, cumprir exigências de rastreabilidade e até gerar crédito de carbono. Como a CPR é um título seguro e reconhecido pelo mercado, e com registro na bolsa de valores (B3), investidores, compradores e fornecedores têm confiança em financiar esse tipo de projeto, abrindo portas que antes pareciam inacessíveis.


Com isso, além da comercialização da produção, o produtor tem também a possibilidade de receber Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), seja através do mercado de carbono, seja por outras atividades que promovam a manutenção ou melhoria do meio ambiente em sua propriedade, uma nova oportunidade para quem cuida da terra.


Práticas como manter a vegetação nativa, recuperar áreas degradadas, melhorar o manejo do solo e adotar práticas de agricultura sustentável e regenerativa podem gerar renda extra e melhorar a imagem da propriedade. O problema é que muitos produtores não sabem por onde começar, têm medo da burocracia ou acham que apenas grandes propriedades podem se beneficiar dessas práticas, quando na verdade pequenos e médios produtores também têm muito a ganhar.


Com orientação jurídica especializada, o produtor consegue transformar essas novas regras em vantagem competitiva. Em vez de ver a EUDR e demais regulamentações de ESG internacionais, e mesmo nacionais, como problemas, ele passa a enxergar oportunidades reais de aumentar renda, valorizar a propriedade e garantir espaço nos mercados mais exigentes do mundo.



 
 
 

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